Cuidados Paliativos e Diretrizes Antecipadas: A Ótica relacional de Dignidade no fim de Vida
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18728640Palavras-chave:
Bioética; Cuidados Paliativos; Morte com Dignidade; Relação Médico-Paciente.Resumo
A pandemia de COVID-19 escancarou, a nível mundial, que a morte, ou ao menos a ameaça dessa, é uma experiência carregada de tensão e emoção. Diante disso, esse fenômeno demonstrou a necessidade do espaço para o diálogo sobre terminalidade, autonomia, dignidade e bioética. Para isso, o conhecimento de assuntos como as Diretrizes Antecipadas de Vontade (DAV) e Cuidados Paliativos (CP) são uma das estratégias para que a conspiração do silêncio seja rompida e que os direitos de saúde de pessoas enfermas sejam validados. O objetivo deste capítulo foi de descrever sobre o conhecimento tratado na literatura científica sobre os conceitos de CP, DAV e da situação ética e legal das medidas sobre o fim de vida. Para tanto, optou-se por uma Revisão Narrativa da literatura, em delineamento exploratório. Ao todo, foram analisados oito artigos, encontrados em diversas bases de dados, cujos quais serviram de base para uma escrita reflexiva e atualizadora dos temas preconizados. A análise revelou que as DAVs podem ser consideradas uma expressão de dignidade, bem como que sua construção é permeada por um contexto relacional. Além disso, notou-se que os CP emergem como uma forma de estabelecimento das DAVs, bem como de medida terapêutica que não simplesmente abrevia ou antecipa a morte. Assim, concluiu-se que a garantia da autonomia e dignidade durante o processo de morrer deve transcender o espaço hospitalar, fazendo-se uma responsabilidade coletiva e social. Propõe-se, para tanto, que o avanço da temática deve focar em ações de promoção do acesso à informação e de educação em saúde, especialmente para a morte, enquanto vias fundamentais para o rompimento do tabu social envolto ao morrer.
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